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Amizade íntima

Eles eram amigos Desses que compartilham o dia, as miudezas, os pensamentos alheios Amigos que se conhecem pelo olhar, pelo tom do bom dia Tinham muito em comum E desejavam sempre ver o outro muito feliz Tinham também uma grande atração um pelo outro Mas sobre isso melhor nem falar

Estrelas de testemunhas

São os últimos versos que te escrevo Nesta noite linda Pra acalmar esse coração Pra aceitar o que está posto São os ultimos versos que te escrevo Nesta noite fria Pra recolher o amor Pra me refazer mais uma vez São os últimos versos que te escrevo Nesta noite mágica Pra te devolver o que nunca foi meu E finalmente dizer adeus

Fim

Quando você foi embora levou junto muito mais do ainda pouco que existia entre nós dois Foi embora o filho que eu não tive A crença numa vida feliz a dois Os sonhos que pareciam verdadeiros de dentro do vestido branco A certeza de que os casais ficam juntos para andar de mãos dadas Os anos que não voltam Os sorrisos que por muito tempo não dei Passou o tempo Arrumei a casa Encontrei a paz Voltei a sorrir Dizem até que fiquei mais bela Mas aquela que você conheceu não existe mais Tenho as marcas do lar que ruiu Ora soam como maturidade Ora cicatrizes Ora ostentação de borboleta pós metamorfose

Logo ali

Lembro bem aqueles dias Fazia frio Gosto de vinho Você instalado na minha vida E as noites passavam devagar O coração meio aos pulos Tantas histórias suas e minhas Seu cheiro, sua pele, nosso suor Foi logo ali Ainda vejo os rastros

Limites e asas

Se achegue, a conversa está boa Puxa um banquinho, vamos dividir essa cerveja Os argumentos são ótimos Hum, que olhar Outra cerveja Onde vai essa mão Então tá Fica um pouco mais Volta amanhã Quero te contar daquela viagem E saber daquela sua história Nossa, te aconteceu tudo isso... Tem nó, né Eu te escuto Volta Vem conhecer os meus Disfarça se o assunto for política E por favor não grite Zeeeero Vai gostar do filé e das beringelas E rir com a boa prosa São parte de mim também Fica Traz as crianças Eu sei, aquele trampo está te fazendo mal Aqui tem colo Tem silêncio e filminho Calor Aconchego A gente se esquenta os pés E conforta a alma A gente pode qualquer coisa Qualquer coisa que ilumine os olhos Resgate o sorriso Ajuda no caminhar Faz sentido em ser Alegra o existir Vem ver Ouvir Compartilhar Andar junto Acarinhar Ser a dois Nós dois

Mania

E quando via a carinha dele nas redes sociais lembrava de algo bom Soltava uma risada no canto da boca Às vezes um suspiro Dependendo da falta de rédeas no coração no momento Fosse o álcool ou pura espontaneidade Entrava em contato E de súbito se lembrava porque havia parado de puxar conversa

Bela, recatada e do lar

Tinha a Amélia E tinha a Capitu Ela tinha olhos de cigana oblíqua E assim se sentia mulher de verdade Era recatada com os sentimentos mais puros,  que só eram compartilhados com quem merece Cuidava da casa, das flores, das cores, dos amores, de tudo que construiu para ser lar Também ria alto, desejava mais, se refestalava na vida, sentia prazer em existir Era bela, no ato simples de viver Era a Maria de todos os livros, de todos os versos, todos os amores, todos os dias (Só não cabia numa certa revistinha semanal)