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Mostrando postagens com o rótulo samba

Indiscreta

A noite foi de revelações Indiscretas Íntimas Indecentes Ele levaria dali muitas imagens Cheiros Gostos Sussurros Mas a imagem fixa Perturbadora Era da tatuagem dela Pequena, que ocupara todo o pensamento dele

Bom dia

Manhãzinha Seu braço me enlaça Nossas pernas se enrolam Sua respiração encontra meu ouvido E o restinho de sono fica envolvido por nós dois Acordar ao seu lado, aninhada a você, feita em nós, é encantar manhãs

Expectativa

A proximidade do réveillon trouxe a expectativa Passaremos juntos, pés na areia, mãos dadas A virada será em meio a beijos Ela até compro aquele vestidinho lindo que viu na vitrine Riu imaginando a cara dele ao vê-la pronta para a festa E se permitiu imaginar um pouco mais Mas já era metade de dezembro Eles mal se falaram naquela semana E ela não sabia como falaria do convite Nem tão longe na cidade, mas muito distante nas ideias Ele não havia pensado no tema Gostava dela, mas gostava muito mais dos fogos Ela ainda não tinha admitido Mas o coração ia dar uma pontadinha na virada E ela pularia as ondas, desejando um Ano Novo com mais sorte no amor

Now

Pouco me interessa o fim Quero o encantamento do agora O gosto do seu suor Os corpos exaustos Os beijos E a paz Amanhã será o que vier De nós dois O que ficou de semente O jeito de quero mais Recíproco No tom do momento

Velha e louca

- A minha vida está tão confusa, tudo em movimento. Estou numa fase péssima. Sei lá, se a gente tivesse se conhecido em outro momento... - Vem cá, me dá um beijo. - Beijo? Mas estou com problemas no trabalho, um turbilhão de sentimentos, não sei o que vai ser da minha vida amanhã. - Pssssiiiiiuuuuu... Só quero saber o que me dizem os seus olhos quando me vêem. - Está maluca? Do que está falando? - Estou falando de amor, a linguagem que me interessa. - Louca! Onde já se viu falar de amor em tempos de problemas???? "Eu sei que ela terminou O que eu não comecei E o que ela descobriu Eu aprendi também, eu sei ... E eu dizia ainda é cedo, cedo, cedo..."

Lá nas histórias de amor

Nas histórias de amor, os amantes se reconheceram Parecia que um monte de coincidências os aproximou Eles contavam os passos do encontro como uma narrativa épica Em que os olhos se cruzaram As mãos se entrelaçaram As almas de misturaram Nas histórias de amor, os carinhos fizeram morada Não foram entendidos como promessas Muito menos ameaças Eram o que havia para o momento E isso bastava Nas histórias de amor, lá nas histórias de amor Os dois tinham as suas maluquices Cada um a sua maneira tentava lidar com a loucura própria E não se ferir com a do outro Havia palavras e silêncios Beijos e breves distâncias Nas histórias de amor havia um querer que persistia Histórias cotidianas que se completavam quando contavam para o outro Gestos de amizade e desejos apimentados Longas conversas sobre qualquer coisa E a sensação de que o outro morava dentro Perto Mas isso é lá nas histórias de amor

Réveillon

Começar um amor é feito virar o ano Você continua você, ele continua ele Mas há aquela expectativa de que desta vez será melhor Será melhor porque é o amor começando outra vez Porque vocês aprenderam com o último E a vida está dando uma nova oportunidade É réveillon no coração Cheio de esperanças E brinde à felicidade Se der certo, mais um ano juntinhos pra renovar os votos Se der errado, logo logo vem outro aí

Quase nada; apenas tudo

De você sei quase nada Nunca soube Nem saberei Sei do nosso encontro O momento mágico Da cadência das palavras Das rimas concretas Da dança dos corpos O que você tem mais íntimo De mais seu Quem me contou foi sua pele E apenas a minha pele quer saber Cada centímetro e cada gota de suor

Em paz

Conseguiu se olhar E ver Havia muito por fazer Caminhos a percorrer Mas o sentimento era de paz Paz que deixava a mente tranquila E o sentimentos fluírem As lágrimas rolavam quando o peito apertava O sorriso escancarava quando vinha a euforia O corpo dormia com o sono E a mente funcionava no trabalho Para cada sentimento, uma resposta honesta " Não vou viver, como alguém que só espera um novo amor Há outras coisas no caminho onde eu vou As vezes ando só, trocando passos com a solidão Momentos que são meus, e que não abro mão Já sei olhar o rio por onde a vida passa Sem me precipitar, e nem perder a hora Escuto no silêncio que há em mim e basta Outro tempo começou pra mim agora Vou deixar a rua me levar Ver a cidade se acender A lua vai banhar esse lugar Eu vou lembrar você"

Amor alcoólico

Foi um amor súbito Da mesma intensidade da dose de vodca Ele olhou para ela e quis o mundo Se aproximou e disse o que lhe parecia mais sedutor: - Chega perto, eu tenho certeza de que a gente vai se casar! Assustada, de dentro de seu vestidinho esvoaçante, ela pensou: - Nem me conhece e já me está fazendo ameaças...

To give a kiss

Ela sonhou que beijava a boca dele Beijo bom, mão na nuca, gosto bom Acordou com o coração disparado Ela realmente queria aquele beijo Mas, e se ele não quisesse Ou se quisesse só uma vez Ou se desejasse o beijo dela e de outras tantas E se... O dia foi passando e o gosto do beijo não passava Ela ensaiou mandar uma mensagem Chegou a discar o número Faltava coragem Se encontraram por acaso Ela com os olhos fixos nos lábios dele Chegava a sentir os dedos dela na nuca dele Aguardava um sinal Quando deu por si, o beijo aconteceu Ainda melhor que no sonho E o que aconteceu? Deixa o tempo dizer

Decreto

Estava decretado: aquele amor deveria acabar. A partir deste momento, o cheiro dele não provocaria mais nada, a voz não embalaria o desejo, as histórias contadas por ele não despertariam nenhum interesse. Estava proibido lembrar dele quando acontecesse algo no trabalho, e jamais poderia querer ligar para ele para contar como foi o dia. O amor estava morto. Estava decretado: aquele amor deveria começar. A partir deste momento, ela seria o imã do olhar dele. Tudo que ela dissesse pareceria incrível. O colo dela entorpeceria, o corpo dela seria o céu. Seria construído ao lado dela o desejo de passar horas a fio curtindo a alegria do simples estar perto. O amor havia recomeçado. Tudo certo, tudo muito claro. Até que...

Lado B da folia

Quanto riso ó quanta alegria. Fantasia. Euforia. Folia. E tudo se acaba na quarta-feira. Bom mesmo é quando a gargalhada sai da gente mesmo sem fantasia. Bom mesmo é desejo sem hora marcada, beijo sem precisar do momento de distração. Bom mesmo é sentir que a simples presença de alguém faz batuque no coração. Bom mesmo é uma noite qualquer, eu, você e a vontade de estar juntos. Bom mesmo é ser atacada por um sorriso e brilho nos olhos por saber que vou te ver. Folia, folia mesmo, é o arrepio do meu corpo quando acha o cheiro seu guardado em mim.

Rapidinhas de carnaval 2

Mario Bros encarnou a fantasia. Se orientava pelo play e pause das moças. Até que veio uma menina fantasiada de nada, não disse nada e beijou muito. Chapolin Colorado estava muito seguro com sua astúcia. Exibia as antenas e o martelo sanfonado com orgulho. Mas a história que vai contar é que nem quer ser salvo da joaninha que grudou as asas, os olhos e até deixou umas pintinhas de purpurina nele. O smurf ranzinza ainda está reclamando porque o carnaval acabou e ele não beijou ninguém. O Pantera Cor de Rosa se conformou em ser Peppa Pig.

Cazamiga

Colo no zap zap imediatamente após o pé na bunda Dica para a roupa pra festa da firma, ou para o chop com aquele carinha Gargalhadas sem fim no happy hour Torcida para dar certo Papo reto para problemas recorrentes Carinho para o que houver Conversas sérias Conversas sobre nada Sonhos e desejos Ah, meninas, a vida é muito melhor com vocês por perto!!!!!

Paradoxo do não querer

Não sabia definir a palavra Encantamento Desejo Estranhamento Distância Um querer que consome Assusta Chega a dar medo Medo do tanto que se quer Melhor ficar longe Entorpecer Flutuar Voar Leve como um beijo de balada Balada que leva E aquelas coisas que ficam Ficam pra depois A intensidade do agora É intensa demais Go, go, go!

Matemática

E lá vai a vida um ponto, outro ponto cada um com sua história sem rumo definido E num dia num momento de lucidez ou puro golpe da insanidade os pontos foram uma seta Go, go, go Por alguns instantes Tudo faz sentido Passado, presente e futuro Aglomeração dos pontos Disfarce do aleatório Breve, mas intenso

O click

Não mora na beleza Talvez no sorriso Se revela entre argumentos Reluz entre boas histórias Não tem exatamente uma explicação Mas também não acontece do nada Se manifesta na gargalhada dos dois Num olhar de cumplicidade E nos beijos sem hora pra acabar O click O momento do encontro A tirada da armadura O desejo de quero mais Sem resposta exata Com muitas pistas E uma permissão para ver

Sabe o amor?

Sabe o amor? Aquele Aquilo Então, eu já vi. Na verdade, vejo sempre. Hoje ele veio forte em um e-mail. Ontem choveu em mensagens. Dias atrás estava num abraço em silêncio. E numa flor. No último final de semana explodiu em gargalhadas. Ah, o amor é assim sem vergonha. Sem forma definida. Sem hora de chegar. Ele está aí. Escondido e explícito. Tem cheiro. Tem gosto. Tem forma. E se multiplica, entre eu e você, e o outro também.

oi, estranho

oi, estranho de onde você vem? talvez de algum lugar longe talvez daqui mesmo talvez estivesse escondido dentro de mim deste lugar que não conheço (ou não ousei olhar) você traz novidades raridades estranhices coisas que ainda nem sei que tanto gosto pode entrar, estranho (ou seria pode sair) o mundo longe ou perto é só do tamanho que a gente pode ver me empresta seus olhos me mostra outras flores outros cheiros de chuva outros caminhos tortos me canta novas músicas assim eu vejo um pouco mais