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Mostrando postagens com o rótulo Poesia

Codo a codo

A Pátria de joelhos O asco instalado O porvir que assusta As suas mãos são meu cais A sua voz o meu porto seguro A sua boca o meu aconchego Deixemos Mario Benedetti falar: Tus manos son mi caricia  mis acordes cotidianos  te quiero porque tus manos  trabajan por la justicia  si te quiero es porque sos  mi amor mi cómplice y todo  y en la calle codo a codo  somos mucho más que dos  tus ojos son mi conjuro  contra la mala jornada  te quiero por tu mirada  que mira y siembra futuro  tu boca que es tuya y mía  tu boca no se equivoca  te quiero porque tu boca  sabe gritar rebeldía  si te quiero es porque sos  mi amor mi cómplice y todo  y en la calle codo a codo  somos mucho más que dos  y por tu rostro sincero  y tu paso vagabundo  y tu llanto por el mundo  porque sos pueblo te quiero  y porque amor no es aureola  ni cándida moraleja  y porque somos par...

Rádio

Ele usava um allstar azul O 12 era o seu andar Disse pouco E ela imaginou tudo Em meia hora mudaria a vida dela E quando ele fosse embora ela teria um coração de marinheiro O amor duraria o tempo da canção do rádio

Intimidade

O momento máximo de intimidade entre eles Quando os olhares se cruzaram em total cumplicidade E se sentiram entregues a uma rede tecida pelos dois Aconteceu no café da manhã Mais que na noite de argumentos Mais que no diálogo dos corpos Mais que no sono compartilhado Foi diante de xícara de café que se viram entrelaçados Ela revelou a ele o desfrute do queijo branco com geleia Ele engoliu o pão, encantado.

Amor genuíno

De tudo Ficam os gestos mais simples Singelos Íntimos Nossos As suas pegadas em mim Foram feitas por seus olhos Cada olhar, um sentimento As pistas sem disfarce sobre você  Os momentos solenes Tinham as mãos dadas Os dedos entrelaçados O jeito genuíno de amar

Dímelo

Dime Dímelo Pero dímelo sin palabras Dímelo con tu boca en la mía Tus manos en mi cuerpo Y tu sudor Dímelo así Y puedo tocar tus palabras Caminar por tus textos Anidar en tu melodía Dime Soy toda oídos Y manos Y piel Y todo

Música

Ele era pura melodia Ela era letra Ele exalava larará Ela rimava com amar Ele ritmo Ela poesia Sozinhos eram felizes Juntos eram música

Apenas música

Os anos me ensinaram a ver muita doçura na acidez de Zé Ramalho Beleza no machismo de Vinícius Amor na baranguice do Roberto Carlos Os anos não desligaram a trilha sonora do Chico que toca na minha cabeça Nem a euforia às vezes tensa das músicas do Skank E insistem que o Zeca Baleiro pode embalar quase todos os meus momentos Amo todos Letra Música Melodia As histórias da minha vida que eles cantam por aí

Ele poema

Ele era poema Rima Beleza E caos Também pela forma como tocava ela Feito palavras Efeito metáfora Impacto imediato Parecia sutil Feito de sorriso solto Era avassalador Bem e mal

Fingimento

Os amores fingem que vão embora Fazem-se de abduzidos Como se não deixassem rastros Como se não tivessem escondido o próprio cheiro nos livros, nas histórias, na pele de quem fica Os amores fingem que acabam Fazem-se de amigos, ou estranhos Como se os olhos não mais trocassem mensagens Como se um não tivesse adotado o ritmo da respiração do outro Amores tentam fingir que transformaram flores em pedras Sendo que numa chuvinha à toda Inevitavelmente Vão brotar outra vez Em algum lugar

Em paz

Conseguiu se olhar E ver Havia muito por fazer Caminhos a percorrer Mas o sentimento era de paz Paz que deixava a mente tranquila E o sentimentos fluírem As lágrimas rolavam quando o peito apertava O sorriso escancarava quando vinha a euforia O corpo dormia com o sono E a mente funcionava no trabalho Para cada sentimento, uma resposta honesta " Não vou viver, como alguém que só espera um novo amor Há outras coisas no caminho onde eu vou As vezes ando só, trocando passos com a solidão Momentos que são meus, e que não abro mão Já sei olhar o rio por onde a vida passa Sem me precipitar, e nem perder a hora Escuto no silêncio que há em mim e basta Outro tempo começou pra mim agora Vou deixar a rua me levar Ver a cidade se acender A lua vai banhar esse lugar Eu vou lembrar você"

O amor acaba

O amor acaba. Um dia, ele acaba. Depois de anos, ele acaba. Antes de começar, ele também acaba. E sempre que acaba, deixa o ar gelado. O coração apertado. O ar comprimido. O amor começa. Um dia, ele começa. Com a dedicação dos dois, ele começa. Começa do novo, ou de remendos antigos. E sempre que começa, deixa rastros. O cheiro do outro. A cor sem pra quê.

Virada

Chegou a hora. A última hora do ano. Hora de admitir que está tudo posto. O bom e o ruim. Os erros, os deleites, os excessos e as gargalhadas. Tudo (não) feito. Arrancou a etiqueta do vestido novo. Calçou o salto alto. Se perfumou. Enquanto se maquiava, lembrava das marcas deixadas pelo ano velho. Teve aquele amor que talvez teria dado certo. Teve aquele momento de lucidez, tão importante. Tem aquela história que ficou pro ano que vem. Teve ombro pra amiga amada. Teve conversa séria. Teve momento de desolação. Teve dia que nem devia ter começado. Teve noite que valeu por uma vida inteira. Teve sentimento. Teve verdade. Tem gratidão. Ficou pronta. Linda com o sorriso que vinha de dentro. O ano bem vivido iluminava os olhos. Acendeu uma vela. Agradeceu. Soprou o fogo pra deixar o passado ir. Vem, 2015!

Cazamiga

Colo no zap zap imediatamente após o pé na bunda Dica para a roupa pra festa da firma, ou para o chop com aquele carinha Gargalhadas sem fim no happy hour Torcida para dar certo Papo reto para problemas recorrentes Carinho para o que houver Conversas sérias Conversas sobre nada Sonhos e desejos Ah, meninas, a vida é muito melhor com vocês por perto!!!!!

2014, o ano intenso

2014, antes de tudo, é o ano em que batizei Bebela e Franquito Amor sem fim Coração que derrama só de imaginar o cheirinho de cada um desses dois Por estes dois pequenos, o ano já seria muito especial. Mas 2014 trouxe mais, muito mais Ano fora da curva, com Copa do Mundo no Brasil e eleições presidenciais BH viu viaduto cair, o Brasil tomar de 7 da Alemanha, uma disputa presidencial sem escrúpulos, Galo e Cruzeiro com títulos nacionais. Amigos se desentendendo por causa do grupo vermelho e do grupo azul Eleição como se fosse futebol Preconceito, argumentos toscos, agressões A intolerância fez do ano a sua morada Também a amizade fez morada por aqui Muito riso solto Confidências e reflexões Colos e golos Ah, como amamos! Muito trabalho, amém. 2015 vem dando sinais de boas mudanças Que venham! Entrego 2014 em paz!

Para Franquito

Meu pequeno, Você nos lembra que a vida não é nada assim tão previsível Você (desde que nasceu) é grande, forte, e ao mesmo tempo dono de uma doçura que seduz Não, você não é desses arreganhados, esses que fazem tudo por um carinho Você é um menino que sorri quando quer, o quanto quer, se estiver bom assim Fica bravo quando a coisa não vai bem E reage com maestria ao amor Você nasceu numa família em que cada um - sua mãe, seu pai e seu lindo irmão - tem seu jeito de reagir às tantas coisas dessa vida, sendo que têm em comum os olhos que brilham e os braços que acolhem. Pequeno Franquito, meu grande amorzinho, Desejo que esse seu jeito de menino grande-forte-bravo-doce te acompanhe vida afora, sempre com essa maestria de desfrutar o amor! Beijos da dinda

Sabe o amor?

Sabe o amor? Aquele Aquilo Então, eu já vi. Na verdade, vejo sempre. Hoje ele veio forte em um e-mail. Ontem choveu em mensagens. Dias atrás estava num abraço em silêncio. E numa flor. No último final de semana explodiu em gargalhadas. Ah, o amor é assim sem vergonha. Sem forma definida. Sem hora de chegar. Ele está aí. Escondido e explícito. Tem cheiro. Tem gosto. Tem forma. E se multiplica, entre eu e você, e o outro também.

Feliz

Felicidade é um estado assim ... autônomo! De repente, às vésperas de uma eleição que dá muito asco e pouca esperança, vendo muitos sonhos navegando em barquinho de papel, Assim sem nada aparente que justifique, Lá vem ela, sorrindo Com essa mania de achar que assim está bom, e vai melhorar! Felicidade é mesmo uma questão de ser

Segundo sol

E assim Numa manhã fria de sábado O coração acorda com vontade de bater Músicas brotam na caixola A luz do sol parece entrar com mais força As cores ressaltam As cortinas balançam no ritmo da vida No gingado do agora "Eu só queria te contar Que eu fui lá fora Vi dois sois num dia E a vida que ardia Sem explicação"