O tempo é mesmo um compositor de destinos. Passam as horas, passam os dias, passam os meses, e os sentimentos se transformam. O bem e o mal, o certo e o errado, o gosto e o desgosto, o passado, o presente e o futuro. O amor, a culpa, o desejo e a liberdade. Tambor de destinos. Maria fazia ao tempo uma oração: Senhor dos gostos e dos sentidos, dá-me pequenos sinais de que a vida segue viva, para que eu entenda que me cabe aguardar a resposta que você me trará. Não sou boa de esperar, mas também não sou de brigar com as suas decisões. Mesmo que eu vá e volte tantas vezes, por não conseguir ver o me mostra, que chegue a hora da compreensão, no momento certo, para que eu possa, sempre, seguir em frente.
Maria eu, Maria você, Maria ela, Maria ele, Maria do João, Maria João, Maria nós