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Mostrando postagens com o rótulo templo

Sinônimos

E como poderia ser amor outro que não o puro acolhimento A suavidade dos toques que mudam o caminho das veias A narrativa densa que embala os alicerces nada retos da existência A confusão das vidas compartilhadas num porre de paixão com alguma lógica E como poderia ser amor outro que não essa insanidade que cura Essa mistura de vidas cheias de arestas Esse pulsar de mãos dadas Esse abraço caloroso Essa história de nós dois

Um amor em Phi Phi

Naquele cenário de águas tão azuis e transparentes contornadas por pedras gigantes, qualquer palavra dita sobrava. Ela tinha os olhos grandes. Ele tinha os olhos azuis. Eles tinham a pele bronzeada. Eles cruzaram os dedos diante do pôr do sol e apenas se soltaram quando o sol quis voltar. Os barquinhos coloridos e as árvores consagradas de Phi Phi foram testemunhas, mais uma vez, de que o amor está em qualquer lugar, além das palavras, no ligeiro toque de duas almas que se encontram. Namaste.

Eu creio na vida simples No ar que respiro E no poder de cura dos banhos de mar Eu creio em mãos dadas Em almas entrelaçadas E nós presentes que a vida nos dá Eu creio em olhos que brilham Em cheiros que entorpecer E na tremedeira nas pernas no momento do beijo Eu vejo os fatos Mas tenho fé no amor

Beijo de amor verdadeiro

O beijo do amor verdadeiro não mora apenas nos contos de fadas Ele está em vários momentos No seio que amamenta Nos olhos do bebê Sempre, no cheiro dos filhos Na companhia dos amigos Nas palavras sinceras No respeito No apoio sem julgamento O beijo do amor verdadeiro mora também nas causas Nas brigas pelo bem comum No desejo de dias melhores Para mim, para você e a quem for Mora do "não" dito quando necessário No pedido de desculpas Na gratidão Na tentativa de vencer os próprios preconceitos O beijo do amor verdadeiro pode vir de várias formas De diferentes amores que a vida nos presenteia Talvez até de quem nunca te viu, mas luta como você De quem quer bem Pode vir até do amado Se assim for a escolha dos dois E for acompanhado pelas mãos dadas E o coração desarmado

Silêncio

A gente sabe a resposta Ela mora no silêncio Na mente quieta Nas batidas do coração A gente bem que complica Dá justificativas Inventa atalhos Nutre problemas E a resposta continua onde sempre esteve Dentro Cravada na pele A própria oração

Guruçá

Foram três anos deste blogue Um exercício diário de cultivar o amor O amor que habita em mim Muitos fatos Muitos desejos Muitas ilusões Ah, eu amei Tentei Dediquei Acertei E dei cabeçadas Vivi as muitas faces das Marias Maria mãe Maria filha Maria amiga de muitas Marias Tantas histórias Mais uma vez, tanto amor Agora é hora de aprender com o guruçá Manter meu lugar, tirar os excessos Observar com olhos atentos Sem perder o foco no trabalho diário Eu e o amor carrego Eu e tantas Marias Eu e o tempo Eu o meu templo Tempo de silêncio