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Limites e asas

Se achegue, a conversa está boa
Puxa um banquinho, vamos dividir essa cerveja
Os argumentos são ótimos
Hum, que olhar
Outra cerveja
Onde vai essa mão
Então tá

Fica um pouco mais
Volta amanhã
Quero te contar daquela viagem
E saber daquela sua história
Nossa, te aconteceu tudo isso...
Tem nó, né
Eu te escuto

Volta
Vem conhecer os meus
Disfarça se o assunto for política
E por favor não grite Zeeeero
Vai gostar do filé e das beringelas
E rir com a boa prosa
São parte de mim também

Fica
Traz as crianças
Eu sei, aquele trampo está te fazendo mal
Aqui tem colo
Tem silêncio e filminho
Calor
Aconchego
A gente se esquenta os pés
E conforta a alma

A gente pode qualquer coisa
Qualquer coisa que ilumine os olhos
Resgate o sorriso
Ajuda no caminhar
Faz sentido em ser
Alegra o existir

Vem ver
Ouvir
Compartilhar
Andar junto
Acarinhar
Ser a dois
Nós dois

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Obscura trama

Ela estava amarrada, imóvel. Ele estava em surto, irado. Irredutível. Foi seguindo o seu plano macabro. Tirou gota por gota de sangue. Enquanto pode, ela gritou. Até apagar. Pego em flagrante, ele foi preso. Ela já morta. Anos a fio, ele definhou na prisão. E o que lhe mantinha vivo era lembrar a alegria de viver que ela tinha, e que, um dia, foi compartilhada com ele.