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Meu Menino

Vem cá, menino Vem contar as suas histórias Seus dias de guerreiro Suas habilidades de ninja Seu encanto arrebatador Vem cá, menino Encosta aqui no meu colo Esse coração acelerado Também gosta de bater no ritmo do meu Vem cá, menino Machucou aqui, não foi Essa batalha foi dura, né Tem cafuné e colo Silêncio e sussurros Eu sei, menino Por mais que cresça Tem um jeito vadio assim Um sorriso maroto Um montão de história Meu menino Tão seu De ninguém

Tão meu

Quando se viam, escondiam as alianças Não por nada, apenas era melhor assim Enquanto falavam do dia que esfriou E lamentavam o caos da política do país Os pensamentos vadiavam Os lábios tinham lembranças Era apenas isso E cada um voltava para a vida que escolheu

Versões

E cada um ia inventado novas versões para o amor Havia quem o chamasse de segurança Estabilidade Tranquilidade Ou ainda quem o nomeasse fé Compaixão Devoção Outros o viviam na saudade Ausência Eterna busca E havia aqueles, os mais insanos, que insistiam em chamá-lo amor Ainda que inverossímil Morada de nós dois

A casa é sua

Entra Eu arrumei a casa para você Esta foto eu tirei numa viagem Sabia que um dia ia te contar Troquei tantas vezes o corte de cabelo Era para saber qual combinaria com você As cores dessas paredes foram escolhidas a dedo Queria aquecer a casa O lar Aconchegar nós dois Entra Não repara o desarrumado Faz um café pra nós dois Vem povoar com suas histórias Traz os seus Me conta de você, te conto de mim Pouco a pouco saberemos de nós As fotos e cores serão testemunhas Do sonho a dois

Exu

Moça, suncê passou por muitas coisas Hoje a moça está madura Tomou as decisões certas Olha, moça, suncê é formosa Precisa abrir o leque do amor Não importa mais o que passou Olhar olho no olho dos candidatos E se permitir amar outra vez Tá precisando, moça

Impregnada

Olhou a alma a fundo Viu do que estava impregnada Havia um cansaço crônico da lida Alguns temas mal digeridos Uns palavrões não ditos Amores guardados Engavetados Havia também melodias Perfumes Poesias Essas coisas que enfeitam Sem pra quê Tudo precisava ser lavado Para a alma ser leve E poder voar