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Versões

E cada um ia inventado novas versões para o amor Havia quem o chamasse de segurança Estabilidade Tranquilidade Ou ainda quem o nomeasse fé Compaixão Devoção Outros o viviam na saudade Ausência Eterna busca E havia aqueles, os mais insanos, que insistiam em chamá-lo amor Ainda que inverossímil Morada de nós dois

A casa é sua

Entra Eu arrumei a casa para você Esta foto eu tirei numa viagem Sabia que um dia ia te contar Troquei tantas vezes o corte de cabelo Era para saber qual combinaria com você As cores dessas paredes foram escolhidas a dedo Queria aquecer a casa O lar Aconchegar nós dois Entra Não repara o desarrumado Faz um café pra nós dois Vem povoar com suas histórias Traz os seus Me conta de você, te conto de mim Pouco a pouco saberemos de nós As fotos e cores serão testemunhas Do sonho a dois

Exu

Moça, suncê passou por muitas coisas Hoje a moça está madura Tomou as decisões certas Olha, moça, suncê é formosa Precisa abrir o leque do amor Não importa mais o que passou Olhar olho no olho dos candidatos E se permitir amar outra vez Tá precisando, moça

Impregnada

Olhou a alma a fundo Viu do que estava impregnada Havia um cansaço crônico da lida Alguns temas mal digeridos Uns palavrões não ditos Amores guardados Engavetados Havia também melodias Perfumes Poesias Essas coisas que enfeitam Sem pra quê Tudo precisava ser lavado Para a alma ser leve E poder voar

E se lagarta

E se os planos não tivessem dado errado Eu não teria descoberto como me refazer Se a dor não tivesse sido tanta Eu continuaria ignorando o pequeno milagre de sorrir Se a caixinha tivesse me servido Eu teria apenas uma forma Se a vida tivesse saído como eu - ainda tão menina - planejei Jamais saberia o sentido da liberdade Abri o peito Perdi as rédeas Aprendi o ritmo de cavalo bravo E também das borboletas O silêncio, as cores, a pele e o sorriso