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Imperativa

Brigar com a vida não dá Brigar pela vida sempre vale A vida está posta Com erros e acertos Impressa nas rochas do caminho trilhado Aqui estou Aqui estamos E não há outra possibilidade Senão seguir E feliz

Espinhos

Espinhos preservam da dor Evitam expor as feridas Fincam a pele de quem ousa tocar Espinhos da alma são diluídos com beijos Em noites eternas Com palavras que aconchegam E sussurros que acalantam Espinhos se vão numa manhã qualquer Embalados pelo desapego De carona num vento fresco Com hálito de café feito no fogão, a dois

Lá e cá

Lá fora passa a manifestação Eu que tanto manifestei, vivo dias de silêncio  Uma manifestação intensa e silenciosa me transforma cá dentro Talvez também sem liderança clara Talvez por causas confusas Manifesto por ser eu Seja eu quem for

Violão

Se alguém perguntar por mim Diz que fui por aí Com o meu violão debaixo do braço Diz que não briguei com a vida Que canto para tirar os espinhos e alimentar o amor Se alguém perguntar por mim Diz que decidi ser Maria Ter apenas duas mãos E todos os sentimentos dentro de mim

Funil

A vida parece um funil, sendo que o fluxo pode ser de ambos os lados. Às vezes uma ação te leva para um vale infinito, onde tudo pode acontecer. Outras, tudo parece caminhar para um só lugar, de forma intensa e sem caminhos pra voltar.