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Now

O meu tempo galopa
Retumba no peito
Escorre pela alma
Domina os pensamentos

Dentro de mim
O que me revira
O que me inflama
Faz morada no agora

Agora
O sal do suor
O arrepio da pele
O sussurro no ouvido

Agora
A ausência
A interrogação
A torcicolo no pescoço

Depois
O corpo esfria
Os pensamentos se organizam
E o meu relógio finge ser normal




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O amor quando se instala

O amor chega pelas flores E para que elas permaneçam É preciso aumentar a quantidade de folhas Fortalecer o caule Oxigenar a estrutura Em estágios avançados O amor reestrutura a raiz O que causa certa vertigem O momento do novo A entrada de tanto ar e água O amor se instala nas flores Folhas Caule Raízes Você inteiro: ar, água, tudo.

Pra sonhar

Que se danem o senso crítico, a Pós Modernidade, os profissionais do mau agouro Que fique no passado o que nos passou Non, rien de rien Quero me casar ao som de Marcelo Jeneci Assim "Pra sonhar" E nos entorpecer para viver os dias cinzas Eu aceito pagar língua, assumir-me irremediavelmente romântica Com a licença de Pessoa, ser ridícula Ao seu lado.

Partida e chegada

Houve um tempo em que o verbo era ir Movimentar, mudar de rota, transformar A nobre missão de passar de lagarta a borboleta Hoje o verbo é fazer morada Eu, tu, nós, eles A também nobre missão de se olhar sem medo De construir a vida no coletivo, de encanrar a rotina árdua do verbo (me/te/nos) amar