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Sem nome

Sentia uma coisa estranha
Talvez no estômago
Não, estava na pele
Mas sentia quando respirava
Um frio esquisito
Não tinha febre
Depois pesava no ombro
Daí afrouxava
De repente uma taquicardia
Quando bebia, falava
Daí esquecia
Dependendo de quem estivesse perto era mais intenso
Dependendo de quem estivesse longe ficava insuportável

Uma mão na nuca explicava
Um cheiro no canto do pescoço respondia
Um arrepio ao toque dizia muito
Mas era fugaz
Logo voltava aquela coisa estranha



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O amor chega pelas flores E para que elas permaneçam É preciso aumentar a quantidade de folhas Fortalecer o caule Oxigenar a estrutura Em estágios avançados O amor reestrutura a raiz O que causa certa vertigem O momento do novo A entrada de tanto ar e água O amor se instala nas flores Folhas Caule Raízes Você inteiro: ar, água, tudo.

Entranhado

Não sei em qual canto da minha cama você guardou o seu cheiro Ele permanece ali, instalado, em algum que não sei perder, só achar Deixou um pouco ainda na minha nuca, bem atrás da orelha, e sinto forte quando passa um vento bom Ficaram também palavras no meu vocabulário, coisas que eu não costumava dizer antes de você se entranhar na minha vida Entranhar Estranhar Entornar Entortar Entorpecer Ser