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Amor, em tantas versões

O vazio era tanto que foi dormir no outro quarto, cama de solteiro
A noite foi tão boa que não conseguia disfarçar o sorriso no dia seguinte
A outra mão segurou calorosamente a sua, e a vida fez sentido
Sentia aquele cheiro do nada, e o coração disparava

Nos dias de dor, era o colo que acalantava
Nos momentos de euforia, queria compartilhar
Nos momentos de fúria, queria que sumisse
No dia seguinte, sempre queria mais

Tiveram um sonho juntos
Talvez um filho juntos
Quiseram aquela viagem
Dividiram um cachorro quente

Riram
Choraram
Saborearam
Se misturaram
Fizeram amor

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O amor quando se instala

O amor chega pelas flores E para que elas permaneçam É preciso aumentar a quantidade de folhas Fortalecer o caule Oxigenar a estrutura Em estágios avançados O amor reestrutura a raiz O que causa certa vertigem O momento do novo A entrada de tanto ar e água O amor se instala nas flores Folhas Caule Raízes Você inteiro: ar, água, tudo.

Entranhado

Não sei em qual canto da minha cama você guardou o seu cheiro Ele permanece ali, instalado, em algum que não sei perder, só achar Deixou um pouco ainda na minha nuca, bem atrás da orelha, e sinto forte quando passa um vento bom Ficaram também palavras no meu vocabulário, coisas que eu não costumava dizer antes de você se entranhar na minha vida Entranhar Estranhar Entornar Entortar Entorpecer Ser