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Oh moça

Oh moça Tão bonita a moça Assim como está a noite Assim feito a festa E a moça emburrada Impenetrável pela alegria do dia Faz isso não, moça A farra é agora Sopra essa faísca de vida E se deixa incendiar Vem, moça Vem viver O que tá ruim você resolve depois O riso é agora

Indiscreta

A noite foi de revelações Indiscretas Íntimas Indecentes Ele levaria dali muitas imagens Cheiros Gostos Sussurros Mas a imagem fixa Perturbadora Era da tatuagem dela Pequena, que ocupara todo o pensamento dele

Tempo

O amor tem relógio próprio Regulado na história da existência Não tem a urgência dos amantes Nem rumina feito os amargurados O amor tem tempo de semente Brota quando o terreno é bom A chuva farta E a abelha poleniza O amor é orgânico Sem catalisadores Sem pressa No ritmo próprio

Bom dia

Manhãzinha Seu braço me enlaça Nossas pernas se enrolam Sua respiração encontra meu ouvido E o restinho de sono fica envolvido por nós dois Acordar ao seu lado, aninhada a você, feita em nós, é encantar manhãs

Por aí

O amor mora por aí Diluído nas pequenas delicadezas Disfarçado em faces coradas Escondido em palavras não ditas Tão evidente em olhos que brilham Peito que dispara Pele que arrepia Sorriso que escapa O amor mora por aí No mundo Até que um dia pousa na sua alma Costura o seu desejo de destino E bagunça tudo embalado na euforia O amor não te pertence Ele apenas escolheu a sua história para compor mais um personagem da sua trajetória